Antiguidade → séc. XV
Contar antes das máquinas
O número, o dedo e o céu.
Antes de qualquer máquina, duas invenções: um jeito de mover quantidade, o ábaco, e um jeito de escrever quantidade, o zero e o posicional.
Série em 10 etapas · do ábaco ao Transformer
Como pedras que a gente move viraram máquinas que conversam? A resposta começa num risco no osso e vem uma peça de cada vez. Cada episódio traz uma, com áudio pra ouvir e uma animação pra mexer.
A história em dez etapas
Contar, instrumento, engrenagem, eletricidade, lógica, memória, universalidade, miniaturização, conexão, aprendizado. Nenhuma etapa faz sentido sozinha, e nenhuma pula a anterior.
Antiguidade → séc. XV
O número, o dedo e o céu.
Antes de qualquer máquina, duas invenções: um jeito de mover quantidade, o ábaco, e um jeito de escrever quantidade, o zero e o posicional.
100 a.C. – 1623
Os instrumentos que seguraram a conta.
Entre a Anticítera e a Pascalina passam mil e setecentos anos sem máquina de calcular. No lugar aparecem instrumentos: objetos que não calculam sozinhos, mas encurtam a conta de quem calcula.
1642 – 1837
A mecânica calcula sozinha.
A conta sai da mão de quem calcula e entra no metal. Duas linhagens crescem em paralelo e só se encontram no fim: as engrenagens que somam e os furos que mandam.
1600 – 1880
De fenômeno do céu a corrente no fio.
A etapa de que a série inteira depende e que quase todo mundo pula: o que é a eletricidade, como se prende num fio, como vira força e como vira sinal.
1854 – 1937
Quando o interruptor virou lógica.
Boole mostra que raciocínio é conta, Hollerith mostra que dado é furo que fecha circuito, e Shannon junta as duas pontas: um interruptor é uma proposição lógica.
1936 – 1948
De porta lógica a máquina universal.
A série para de contar máquinas e passa a montar uma, no papel, peça por peça, sem ligar nada. É a etapa mais conceitual e a mais densa.
1941 – 1952
Válvula, cartão e a primeira máquina que ligou.
O que a etapa anterior montou no papel agora liga na tomada, e no fim nasce a ideia que define o computador moderno: o programa morando na mesma memória que os dados.
1947 – 1971
A máquina encolhe até caber num chip.
A mesma máquina da etapa anterior, encolhendo: válvula, transistor, circuito integrado. Termina com o computador inteiro dentro de uma pastilha.
1975 – 1995
Entra em casa e depois vira rede.
O computador deixa de ser equipamento de instituição e vira objeto de casa. Depois deixa de ser objeto sozinho e vira rede.
1950 – 2017
O fecho do arco.
A última peça: em vez de instruir a máquina passo a passo, deixar ela ajustar os próprios números até acertar. Fecha o arco aberto no piloto.